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Inspirações “Tolkenianas”

Saudações Fãs de boa música, RPG, Histórias Medievais… Saudações Hobbits, Anões, Elfos, Meio-Elfos, Humanos…

O Escritor J. R. R. Tolkien, desde a publicação de “O Hobbit” que aconteceu pela primeira vez em 1937, vem encantando adultos, adolescentes, crianças, além suas obras servirem de inspiração para jogos de RPG, personagens, seriados e tem grande influência em composições, nomes de bandas, discos… mesmo que apenas com uma pequena citação…

O site Whiplash.net publicou uma resenha muito legal falando dessa ligação das obras do autor com a música.

Aproveitando-me da proximidade do Show do Blind Guardian, Lançam, decidi pesquisar mais sobre o assunto…

As obras de J.R.R. Tolkien que serviram de inspiração para pintores, músicos, filmes políticos e escritores, de tal forma que Tolkien é por vezes visto como o “pai” de todo o gênero de fantasia. A produção de tais trabalhos derivados é, por vezes, de duvidosa legalidade, porque trabalhos de Tolkien publicados permanecerão com direitos até 2043. O filme, as exibições e os direitos de O Hobbit e O Senhor dos Anéis são detidas pela Tolkien Enterprises, enquanto os direitos de O Silmarillion e outros materiais permanecem com a JRR Tolkien Estate Ltd.

Artes e Ilustrações

As primeiras ilustrações das obras de Tolkien foram desenhadas pelo próprio autor. Em 1937, O Hobbit foi pela primeira vez ilustrado por desenhistas profissionais para a edição americana. Tolkien fez muitas crítica em relação a esta, e em 1946 ele rejeitou ilustrações de Horus Engels para a edição alemã do Hobbit, alegando que ela era muito “Disneyficada”.

(mais…)


Orcs

Orc ou Ork (tradução do latim: o senhor do mundo dos mortos, uma criatura deformada e forte), aparece nas línguas germânicas e nos contos de fantasia medieval como um dos títulos de Plutão. Esta figura foi popularizada nos livros de J.R.R. Tolkien (O Hobbit e a trilogia Senhor do Anéis), e virou recorrente em jogos de RPG e outros jogos.

Orcs são seres maus por natureza, bárbaros, hostis a qualquer criatura que os pareça mais fraca, e de notável força e igual crueldade. Possuem peles enrugadas e semelhantes à de répteis, de cor verde musgo ao marrom escuro. Convivem em sociedade, com formação semelhante ao militarismo, tendo um orc mais forte, considerado grande general, que com a ajuda de capitães comanda recrutas jovens e fracos. Algumas sociedades possuem um líder espiritual, o xamã, geralmente o mais sábio. São criaturas selvagens, mas são ótimos guerreiros e têm excelente noção de táticas de guerra, venenos, trilhas e clima e caça.

Nas obras de Tolkien, são citados como criaturas humanóides, feias, geralmente menores que os humanos, de braços compridos como macacos, costas e pernas arqueadas, sangue negro e azedo, remanescentes de corpos ressuscitados. O autor os descreve: “[...] são atarracados, largos, com nariz achatado, pele desbotada e olhos oblíquos [...]“.

Usados como soldados pelos vilões Morgoth, Sauron e Saruman, são retratados como estúpidos, infelizes, que odeiam todos, incluindo a si mesmos e aos seus mestres, que servem por medo. São incapazes de fazer coisas belas, mas conseguem criar instrumentos para ferir e destruir. Em batalha, cantavam canções horríveis, usavam um tipo de armadura bastante eficiente, embora inferior à dos Elfos e Anões. Também usavam flechas e lâminas envenenadas, e podiam criar máquinas de tortura.

Sempre famintos, são capazes de comer todo tipo de carne, até a de homens e cavalos, à exceção talvez de sua própria raça, embora haja algumas alusões ao canibalismo.

Havia variações entre os tipos de orcs. Os exemplos mais clássicos são:

- Uruk-hai: maiores, mais fortes e de pele negra.                                           

- Snaga: menores e mais fracos que os Uruk-hai, escravos.

Também encontramos variações quanto às funções:

- Sauron criou orcs soldados, ou perseguidores, como os Uruk-hai

- Saruman criou orcs mais altos e tinham proporções mais humanas (de um provável cruzamento entre estes e humanos), por isso eles podiam caminhar sob o sol, mesmo que não gostassem de seus raios.

Em “A História da Terra –média”  J.R.R. Tolkien ainda menciona os Maiar que encarnam em corpos de orcs e os Boldogs, líderes-orcs, ou um tipo de Maiar na forma de orc.

Há duas teorias para desvendar a origem dos orcs. Uma delas é de que os orcs eram feitos de pedra e lodo e animados por feitiços de Morgoth (uma vez que na obra de Tolkien, o mal não cria seres animados, pois a Chama Imperecível estava com Eru Ilúvatar). A outra é até explicada pelo autor em “O Silmarillion” e afirma que Morgoth torturou e mutilou Elfos da divisão dos Avari, tornando-os orcs (pois era incapaz de criar seres independentes de sua vontade). Como os Elfos são imortais, isso tornaria os orcs igualmente imortais, o que soa inconsistente. Mas existem evidências de que eles não são imortais, mas vivem muito.

Em jogos, os orcs são mais altos, maiores que humanos, e têm usualmente a pele esverdeada, como em Warhammer Fantasy, Forgotten Realms, Warcraft e outros.

Há uma referência aos orcs também em “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa” de C.S. Lewis. Quando Aslan chega à Mesa de Pedra, o narrador menciona criaturas maldosas que se reuniram em torno da Feiticeira Branca – incluindo “Orknies”.


Novo MSNgroup

Pessoal, um amigo nosso do Msngroup criopu um chat sobre Tolkien…

quem tiver interesse : 

Abraços!


Namárië – Adeus. O Lamento de Galadriel

Quem já leu o Senhor dos Anéis – mais especificamente A Sociedade do Anel – e tem uma boa memória certamente vai se lembrar da parte em que a Comitiva passa por Lórien logo depois de sair de Moria.

Eles ficam alguns dias lá e no momento em que se preparam para sair eles são abordados por Galadriel e Celeborn. Galadriel então entoa uma canção de despedida para eles. Essa canção está descrita no livro e é um dos maiores textos de Tolkien escritos em Quenya – a bela língua dos elfos.

No livro o poema/canção não tem título, mas quase todos o chamam de Namárië – Adeus em Quenya – sendo este o nome que o próprio Tolkien usou para se referir ao poema em outre momento de sua vida.

Sem mais delongas, apresento a vocês, nobres bardos, o Namárië! Vocês terão a possibilidade de ler o texto, conhecer a tradução, ver uma imagem de como o texto seria escrito em Tengwar no modo de Beleriand além de ouvir o próprio Tolkien recitando o poema! É um banho de Quenya em todos nós!

PS.: Acho que já li em algum lugar que a pronúncia do Tolkien nessa gravação não é perfeita. Mas posso averiguar essa informação posteriormente e dementi-la se não for verdade.

Namárie em Tengwar

Namárie em Tengwar

Ai! laurië lantar lassi súrinen,
Yéni únótimë ve rámar aldaron!
Yéni ve lintë yuldar avánier
mi oromardi lissë-miruvóreva
Andúnë pella, Vardo tellumar
nu luini yassen tintilar i eleni
ómaryo airetári-lírinen.

Sí man i yulma nin enquantuva?

An sí Tintallë Varda Oiolossëo
ve fanyar máryat Elentári ortanë
ar ilyë tier undulávë lumbulë
ar sindanóriello caita mornië
i falmalinnar imbë met, ar hísië
untúpa Calaciryo míri oialë.
Sí vanwa ná, Rómello vanwa, Valimar!

Namárië! Nai hiruvalyë Valimar!
Nai elyë hiruva! Namárië!
Ah! Como ouro caem as folhas ao vento,
Longos anos inumeráveis como as asas das árvores!
Os longos anos se passaram como goles rápidos do doce hidromel
Em salões altos além do oeste,
Sob as abóbadas azuis de Varda
Onde as estrelas tremem na canção
De sua voz de Santa e Rainha.

Quem agora há de encher-me a taça outra vez?

Pois agora a Inflamadora, Varda, a Rainha das Estrelas,
do Monte Semprebranco, ergueu suas mãos como nuvens
E todos os caminhos mergulharam fundo nas trevas;
E de uma terra cinzenta a escuridão se deita
sobre as ondas espumantes entre nós
E a névoa cobre as jóias de Calacirya para sempre .
Agora perdida, perdida para aqueles do Leste está Valimar!

Adeus! Talvez hajas de encontrar Valimar.
Talvez tu mesmo hajas de encontrá-la. Adeus!

Filme – The Hunt for Gollum

Foi lançado essa semana na Internet um filme chamado The Hunt for Gollum (A caçada de Gollum em uma tradução livre). Quem já leu o Senhor dos Anéis (não me lembro se isso está no filme com o mesmo destaque que está no livro) vai se lembrar de que no começo, depois que Bilbo vai embora, Gandalf visita Frodo e lhe explica o que sabe sobre o Um Anel, a “herança” que Bilbo deixou a Frodo.

Gandalf explica que descobriu tudo aquilo ao interrogar Gollum. Passolargo – que depois se descobre que é Aragorn – é o Guardião que encontra Gollum e, juntamente com Gandalf, o faz falar. Bem, o filme é justamente sobre esta caçada de Passolargo a Gollum.

É uma produção independente, muito barata (menos de 10 mil reais), mas pelos comentários que vi no Fórum Valinor, os efeitos ficaram muito bons! Eu particularmente ainda não assisti ao filme porque minha conexão à internet aqui está uma droga! Mas assim que assistí-lo, postarei minhas opiniões.

O site para assistir ao filme é www.thehuntforgollum.com

No site da BBC Brasil també foi feita uma matéria sobre o filme.


Os elfos de Tolkien

Divisões dos elfos
Divisões dos elfos

Nosso amigo e general Lörindir postou aqui um excelente artigo sobre elfos, mas falou pouco sobre os elfos Tolkienianos. Ora, se não é este o objetivo deste humilde artigo! A idéia de escrever este post surgiu quando, no chat do MSN, estávamos conversando sobre o RPG que eu propus alguns dias atrás. A Marina, a Meilmë e a nossa Capitã Lia são elfas, mas não conhecem muito a fundo a história dos primogênitos ou não leram o Silmarillion. Daí eu resolvi estudar um pouco e postar aqui!

Por falar em nosso RPG, eu gostaria de lembrar que o Quenta Muilion é um prólogo de nossa “brincadeira”. A história dos Segredos irá se desenrolar até o ponto onde todos nós, em conjunto, construiremos os capítulos finais e decisivos! Quer participar do nosso RPG? Crie um personagem com um perfil e uma história e mande para cá!

Bem, chega de blá blá blá e vamos falar do que deveríamos falar: Elfos!

Os elfos de Tolkien, assim como os homens, são chamados de Filhos de Ilúvatar pois foram criados por ele no início dos tempos. Entretanto, os elfos são chamados de Os Primogênitos já que foram os primeiros a acordar perto do lago de Cuiviénen. Por terem despertado no instante em que Varda acendeu as estrelas no céu, os Quendi (os “que falam com vozes” – nome que os elfos deram a si mesmos) são apaixonados pelas estrelas afinal seu brilho foi a primeira coisa que eles viram. E justamente por terem penetrado em seus olhos no momento do despertar, o olhar de um elfo sempre possui o brilho das estrelas.

A divisão que existe entre os elfos é a grande causadora da confusão que tanto afligiu principalmente a Marina. Os Primogênitos são separados em diferentes “categorias”. Vou tentar explicar as diferenças entre elas. Esta divisão pode ser mais bem entendida observando-se a figura que está lá no topo.

A primeira divisão dos elfos aconteceu quando o Vala Oromë propôs aos elfos abandonar a Terra Média e viver em Aman. Alguns elfos, apesar de temerem o Vala em um primeiro momento, atenderam ao chamado e fizeram a Grande Viagem. Outros elfos não quiseram abandonar a luz das estrelas de Varda. Os que fizeram a Grande Viagem são chamados de Eldar, os que ficaram são chamados de Avari (os relutantes). A viagem durou muitos e muitos anos durante os quais os elfos caminharam pela Terra Média maravilhados com o que viam.

Dentre os Eldar, havia três grupo: Os Noldor, os Vanyar e os Teleri. Os Noldor são tidos como os melhores dentre os elfos e todos os povos da Terra-média em conhecimento, belicosidade e artífices. Eles tipicamente tinham o cabelo escuro e os olhos cinzentos. Os Vanyar são os mais belos e nobres entre os Altos Elfos e são caracterizados por seus cabelos dourados. Os Teleri são exímios marinheiros e construtores de barcos também são excelentes cantores. Os nomes que os Teleri usavam para si mesmos era Lindar – Os cantores.

Os Teleri são os que mais se dividiram – e, portanto, dão mais trabalho pra explicar. Alguns Teleri, ao verem e temerem as Montanhas Nebulosas, abandonaram a marcha e ficaram na Terra Média. São conhecidos como Nandor. Parte dos Nandor acabou atravessando as Montanhas Nebulosas mais tarde e chegou a Beleriand. Esse grupo recebeu o nome de Laiquendi e são conhecidos como os elfos verdes. Eles vivem nas florestas e se vestem de verde para não serem vistos. Outro grupo dos Teleri atravessou as Montanhas Nebulosas, mas ficou em Beleriand. Eeste grupo é chamado de Sindar, os elfos cinzentos. Os Teleri que continuaram a viagem em direção a Aman se atrasaram para a viagem (Eles tiveram seus motivos. Leia O Silmarillion para saber mais!)  e se separaram dos Noldor e dos Vanyar. Os Teleri ficaram um tempo à beira-mar aguardando que a ilha balsa viesse buscá-los e durante a espera eles aprenderam a amar o mar.

Há também alguns nomes para os grupos de elfos dependendo se eles foram ou não para Aman. Todos os que foram para Aman são chamados de Calaquendi, ou elfos da luz. Os que não foram a Aman são chamados de Moriquendi. Essa divisão acontece pois alguns elfos viram a luz das árvores de Valinor, outros não. Já entre os Teleri, os que não foram a Aman – Sindar, Laiquendi e Nandor – são chamados de Úmanyar – “os que não são de Aman”.

Estes, amigos, são os Elfos da Terra-Média…


O que são Elfos?

Todos aqui tem alguma noção do que são os elfos não? Ainda mais porque são falados pela banda que nos uniu aqui: Blind Guardian.

Tentei pesquisar algumas definições do que são Elfos, além é claro das “definições Tolkenianas…

elfosElfo é uma criatura mística da Mitologia Nórdica e do Paganismo Germânico, que aparece com freqüência na literatura medieval européia.

Nesta mitologia os elfos chamam-se Alfs ou Alfr, também chamados de “elfos da luz” - Ljosalfr. São descritos como seres belos e luminosos, ou ainda seres semi-divinos, mágicos, semelhantes à imagem literária das fadas ou das ninfas. De fato, a palavra “Sol” na língua nórdica era Alfrothul, ou seja: o Raio Élfico; dizia-se que por isso seus raios seriam fatais a elfos e anões.

Eram divindades menores da natureza e da fertilidade. Os elfos são geralmente mostrados como jovens de grande beleza vivendo entre as florestas, sob a terra, em fontes e outros lugares naturais. Foram retratados como seres sensíveis, de longa vida ou imortalidade, com poderes mágicos, estreita ligação com a natureza e geralmente como ótimos arqueiros. (mais…)


Inspirações Tolkenianas

A maioria dos taberneiros sabem que o Blind Guardian, além de tantas outras influências, tem como uma das maiores, as obras do escritor inglês J.R.R. Tolkien.
Algumas bandas de heavy metal que conheço também se inspiram nesse escritor. Dentre elas, uma que eu escuto e gosto muito é Battlelore.
battlelore1 O Battlelore, uma das bandas recentes de mais destaque, surgiu em 1999, fundada por Jyri Vahvanen (guitarra) e Miiki Kokkola (baixo). Para o lançamento da primeira demo chamada “Warrior’s Tale”, uniram-se à banda Patrik Mennander (vocais), Tommi Havo (vocais) e Gorthaur (bateria). Esse primeiro lançamento da banda não chegou muito longe, mas eles não desistiram: em 2000, com Henri Vahvanen no lugar de Gorthaur e Tommi Havo passando também a tocar guitarra, lançaram outra demo, entitulada “Dark Fantasy”, muito melhor que a anterior. A nova demo acabou fazendo com que a banda ganhasse o carisma da Napalm Records. Agora contando com uma boa gravadora, o Battlelore foi acrescido de Kaisa Jouki (vocais femininos) e Maria (teclados) e em 2002 lançou seu primeiro CD, o excelente “Where Shadows Lies”, trazendo boa repercussão e belissímas canções como The Green Maiden e o hit The Grey Wizard, ambas baseadas no Senhor dos Anéis. Após o sucesso do primeiro CD, Tommi Havo foi substituído por Jussi Rautio, e então a banda começou a preparar seu novo álbum, “Sword’s Song”, que foi lançado em 2002, novamente trazendo grandes hits, desta vez destacando-se Buccanners Inn e Sons of Riddermark, e obtendo boa repercussão.

Line-Up:

Kaisa Jouhki – Vocals
Tomi Mykkänen – Vocals
Jussi Rautio – Lead guitars
Jyri Vahvanen – Guitars
Timo Honkanen – Bass
Maria – Keyboards, Flute
Henri Vahvanen – Drums


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