Entre, pegue uma bebida e fique à vontade… Não repare a bagunça!

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Quenta Muilion – Cap. VII. A análise do Parma Muilion

Quenta Muilion

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Dois dias se passaram desde que voltamos à Taberna. A manhã está quente e abafada e um vento sul sopra trazendo ainda mais calor. O sol nascente ao leste está avermelhado e ainda é possível ver resquícios da noite ao oeste.

A Taberna está mal iluminada e Lörindir conversa com Fastolph que mal pode ser visto atrás do balcão. (mais…)


Quenta Muilion – A História dos Segredos. Cap VI – O Retorno à Taberna

 

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Após a descoberta do Parma Muilion nos recolhemos para o merecido descanso e dois dias depois do dia do Conselho decidimos partir. Já se passaram 11 dias desde que o Primeiro Grito foi ouvido. Na manhã do dia da partida, antes mesmo de o sol nascer, preparamos oito mochilas com suprimentos para o retorno à Taberna e um pequeno carregamento de Lembas que é o suficiente para alimentar mais de uma dúzia de hobbits famintos ao longo de um mês todo, além de dois galões de miruvor. As mochilas foram divididas entre todos nós e a carga de Lembas foi alojada em um cavalo que nos acompanharia. (mais…)


Quenta Muilion – A História dos Segredos. Cap V – O Livro dos Segredos

 

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– Amigos – diz Celeborn – É uma pena que nosso Conselho esteja terminando assim. Caso ninguém tenha algo a contestar, decido que os Três do Centro deverão retornar à Taberna e organizar uma busca aos Muili. Quem, dentre os membros deste conselho, quiser acompanhá-los, sinta-se livre para ir. Mas ninguém que não tenha participado deste Conselho, a não ser os membros da Taberna dos Bardos escolhidos pelos Três, poderá saber do que foi tratado aqui. A segurança da Terra Média depende desta missão. Caso os Muili sejam encontrados pelo inimigo e destruídos, o equilíbrio entre o Bem e o Mal ficará comprometido e Melkor poderá voltar. Se a lâmina de Angmacil sucumbir, a corrente Angainor que prende Melkor no vazio, também irá se romper e a Escuridão irá predominar novamente. O Destino daqueles que vivem na Terra Média depende da segurança dos Muili. Amigos, quem decidir seguir nesta tarefa, que vá em paz. Aqueles que optarem pela tranqüilidade de saber que alguns estão lutando por sua segurança, que vão em silêncio. Declaro encerrado o Conselho Prateado. (mais…)


Quenta Muilion – A História dos Segredos. Cap IV – O Conselho Prateado Parte II

 

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Após comermos em silêncio e relembrarmos as palavras de Elladan todos voltamos ao círculo do Conselho. Elrohir, irmão de Elladan toma a palavra.

– Sim, amigos. Esta é a verdade sobre o poder dos Muili. Ninguém que os guardam pode vê-los para não desejá-los. Aratan era cego para que pudesse criar os Muili concentrando apenas seus sentimentos ao criá-los. Ele deveria se concentrar apenas no poder dos Muili, e não em sua beleza.

Ele abaixou a cabeça e se sentou. Seu pai, Elrond, então se levantou.

– Os três Elfos que guardam os Muili receberam os Arcos e o Elmo. Os três Guardiões Élficos que receberam seus Muili das mãos de Aulë ainda estão vivos e caminhando cegamente pela Terra Média, mas seu paradeiro é totalmente desconhecido. (mais…)


Quenta Muilion – A História dos Segredos. Cap III – O Conselho Prateado Parte I

 

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Chegamos em Carrocha e fomos recebidos por Ráorn que resistiu à minha presença e só se acalmou após a intervenção de Radagast, que já o conhece há muitos anos e de Gandalf que conhecera seu avô Beorn. Grimbeorn, o pai de Ráorn ficou dentro de casa e não quis saber dos viajantes estranhos que queriam entrar em suas terras.

 

Após horas de conversas e explicações descobrimos que Grimbeorn também ouvira O Grito. Com isso Ráorn decidiu nos acompanhar até Valfenda. No dia seguinte bem cedo preparamos três cavalos – eu decidi viajar à pé para poupar um animal – e rumamos, inicialmente para o Sul e depois para o Oeste seguindo pela velha estrada da floresta. Após algumas horas de intenso galope e forte caminhada para mim, nós quatro chegamos aos pés das Montanhas de Névoa. Subimos para o Passo Alto e, estranhamente, não vimos nenhuma movimentação Orc. Ainda assim uma voz ecoou pela montanha gritando Aye Ardaohtaron! Vanyanye! Dessa vez Ráorn, assustado, ouviu O Grito… (mais…)


Quenta Muilion – A História dos Segredos. Cap II – Primeiras descobertas

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Esta é a continuação da História dos Segredos ou Quenta Muilion para aqueles mais familiarizados com o Quenya, a belíssima linguagem falada pelos Altos Elfos. Neste capítulo conto como cheguei a Gandalf e fiz minhas primeiras descobertas com relação ao assombroso Grito que alguns de nós ouvimos na Taberna.

A noite está fria e escura. Dentro da Taberna as pessoas conversam ainda um tanto amedrontadas. Raphael então grita pedindo que a música continue e que a alegria não pare. Eu sorrio pensando que é este o espírito. Não é hora para preocupações… Ainda…

Fecho os olhos e me concentro. Onde estará Gandalf? Devo procurá-lo já que ele não tem moradia fixa ou devo me dirigir à Floresta Negra buscando por Radagast ou Beorn? Uma intuição me diz para me dirigir ao sudeste, cruzar o rio Limclaro e entrar em Fangorn.

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Quenta Muilion – A História dos Segredos. Cap. I – O Grito

Quenta MuilionA Taberna está animada. As tochas e velas garantem iluminação e temperatura confortáveis. A música e o riso das pessoas fazem com que este ambiente seja um refúgio quente na noite escura. Bardos cantam, o cheiro agradável do carneiro assando no fogo alegra os presentes, o hidromel e a cerveja estão particularmente saborosos e os sucos de frutas frescas, doces como mel. Parece uma noite especial, quase todos estão presentes. Eu estou em uma mesa no canto conversando alegremente com a bela Melimë enquanto seguro sua mão direita. Marina e Fernanda dançam acompanhadas por Luppi e Brüno, Gustavo e Raphael cuidam do carneiro, Nessa Earfalas – a eterna Capitã Lia – , Jason 3 pontinhos, Lucas, Dudu, Beth, Eikukaan, Angus Young e os outros frequentadores da Taberna se espalham pelas mesas e pelo salão conversando alto, bebendo, se esbarrando e derrubando bebida no chão. A noite parece perfeita!

Mas a noite surgiu escura, implacável, fria. O vento gelado fustiga as árvores, a lua e as estrelas estão ocultas atrás de nuvens negras, tão pesadas e densas que pareceriam rochas sólidas se pudessem ser vistas naquela escuridão de breu. Poucos animais saíram de suas tocas naquela noite. As únicas exceções são os que estão extremamente famintos ou os descendentes daqueles que serviram ao Senhor do Escuro no passado. O mundo está quieto, silencioso, quase morto.

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