Entre, pegue uma bebida e fique à vontade… Não repare a bagunça!

Quenta Muilion – Anexos

Aqui iremos postar os fatos relacionados ao Quenta Muilion. Mapas e outros textos que não caberiam no texto principal para não deixá-lo muito longo.

Sumário

1 – I Parma Muilion

2 – Textos Relacionados

3 – Mapas

1 – I Parma Muilion

O Parma Muilion é um livro sagrado que contém indícios da localização dos Muili e de seus Guardiãos. Todos aqueles que lerem o Parma Muilion poderão decifrar os enigmas escondidos nos poemas e descobrir onde estão os Muili. Amigos da Taberna, leiam o Parma Muilion!

I Parma Muilion – Download aqui!

2 – Textos Relacionados

Lörindir rumando para Valfenda

Por Lörindir Elwe

Meglin sai pela porta da taberna, em uma noite fria, escura, nebulosa. Volto a me sentar à mesa. Olho para todos os presentes que estão com olhares apreensivos, pensando o que pode estar acontecendo.

_ Não posso ficar aqui parado, esperando por notícias de Meglin. Estou impaciente aqui aguardando por notícias, saber o que faremos.

_ Mas o que podemos fazer Löri?

_ Não sei ao certo o que vocês farão Nessa, mas eu tenho que sair em direção à floresta negra, buscar orientação de meus parentes, anciões de meu povo. Eles podem saber o que será melhor nessa hora tenebrosa. Tenho que seguir meus caminhos, tenho que deixar vocês ao menos por agora. Que Erú esteja com vocês.

_ Teu espírito é mesmo inquieto meio-elfo!

_ Sei disso Luppi, talvez por isso sou um guardião. Alguém seguirá comigo? A viagem será longa, cansativa, mas como disse, não posso ficar sentado sem fazer nada.

Todos seguem Lörindir com o olhar, apreensivos, preocupados.

_ Se alguém ainda decidir ir comigo nessa viajem, ainda terão tempo para me encontrar pois estou indo para o celeiro pegar meu cavalo.

Lörindir ainda espera à frente da taberna, mas todos estão pensativos, indecisos quando ao que farão. Ao longe, avista o celeiro e lá, um cavalo cinza como prata, destacando-se em meio à outros. Este cavalo é descendente de Scardufax, o belo cavalo branco que Gandalf conhece tão bem.

_ Salve meu amigo, chegou a nossa hora de viajar. Sei que descansou bastante e deve estar bem preparado para uma longa viajem.

O cavalo olha para o dono, entendendo o que ele diz. Lörindir abre a porteira e entra. Prepara uma mochila com alguns suprimentos como pão de viagem, hidromel, água, cobertor, prepara o belo animal e começa uma longa viajem até sua terra natal.

_ Daqui para minha terra são 3 dias de viajem amigo. Acho que tenho que dar um nome à você, não?

O cavalo balança a cabeça e bate a pata no chão, confirmando o que seu dono disse.

_ Vamos amigo! Avante!

O animal sai em disparada por uma trilha estreita e sinuosa em direção à Floresta Escura, onde levará seu mestre a encontrar seus parentes e se aconselhar com eles. O casco do cavalo, à bater contra o chão emite uma espécie de luz fraca, como uma pequena parte das Silmarils estivesse nos cascos do animal.

A noite está bem clara e iluminada pela lua cheia. Está quente e calma, apesar de pensamentos nebulosos que permeiam a mente de Lörindir.

_ O que será que os anciãos têm para me dizer, me aconselhar, o que significou esse grito?

Ele segue por muitos caminhos já conhecidos por ele, pois é um Guardião, conhece diversos atalhos e passagens com a palma da mão. Para somente para descansar  algum tempo durante à noite perto de córregos e rios, onde acende uma pequena fogueira para fazer seu alimento e permite que seu cavalo paste e beba água. Essa maratona se repete durante 2 noites.

No último dia de viajem, ele  decide parar em um monte que fica a pouco mais de uma hora de seu lar, para ter o último descanso antes de chegar em sua terra. Ao longe ele pode apreciar a borda da floresta, de onde saiu, muito tempo atrás e decidiu seguir seu destino e espírito inquieto. Ele desce o morro por uma pequena trilha, chama seu cavalo e segue viagem.

Finalmente ele chega na entrada da floresta. É uma floresta fechada, de mata densa, por isso o nome.

_ Alto estranho!

_ Não passei tanto tempo longe assim de casa para que não me reconheças mais Tamuríl!

_ Lörindir? És tu mesmo? – O Elfo desce com um pulo de cima da árvore, coloca o arco nas costas e guarda a flecha na aljava. Acalmem-se! Ele é de nosso povo! – Diz o Elfo à outros sentinelas que somem novamente na vegetação.

_ Bom saber que está atento à tudo amigo!

_ Sei porque voltou Lörindir, tempos ruins o trouxeram de volta, o ancião Elberen está aguardando você.

Eles seguem adentrando a floresta.

_ Queria poder voltar para cá em tempos melhores – Lörindir sente o ar fresco da floresta, olha em volta e ainda pode ver algumas cenas de destruição, de tempos antigos, da luta enfrentada por ele e seus parentes, seu povo para afastar o mal. Árvores rebrotando, renascendo, vegetação que levou tanto tempo para se desenvolver, foi destruída durante aquele tempo. A cidade está bonita. Como é de costume de seu povo, as casas são construídas em torno das árvores, acima do solo, como se fizessem parte das mesmas.

Alguns que o vêem o saúdam, acenam para ele, mas pode-se notar o ar de inquietação do povo, de dúvida, de medo. Ele pode ver seu mestre no centro da cidade.

_ Aiye Lörindir!

_ Aiye Elberen! é uma grande honra vê-lo novamente. Venho em busca de aconselhamento – Lörindir saúda curvando seu corpo e beijando a mão do mestre.

_ Você ouviu o grito, isto é um sinal de que as nossas lendas estão se tornando reais! Muito se perdeu ao longo do tempo. Sabíamos que viria, mas infelizmente não sabemos tudo o que está em torno de nós. Lembre-se que a invasão à nossa terra, a Grande Guerra travada contra nosso povo por Sauron e tantos aliados, onde morreram tantos anciões, foi tudo simplesmente para que os nossos segredos, nossa história, fossem apagadas. Eles invadiram nossa floresta, queimaram muitos documentos importantes que contavam nossas histórias, sobre nossas lendas, nossas raízes, muito daquilo foi perdido e não nos foi passado. 

Posso aconselhar-te somente que vá a Valfenda, procure pelos sábios de lá, eles tem muito mais que você precisa saber. Eu sou apenas um velho. Mas procure saber sobre os Muili.

_ Muili? O que seria isso?

_ Eu… – Elberen abaixa a cabeça, pensativo – Eu não posso dizer muito, não sei de muito, quase nada me foi passado e muito foi perdido na invasão de nossa cidade. Sabemos que os servidores do mal tem olhos e ouvidos espalhados por todos os lados.

_ Eu entendo… Em tempos estranhos temos que desconfiar de tudo e todos.

_ Sabemos que Meglin já está esperando por você em Valfenda.  – Uma linda elfa de cabelos negros vem descendo uma escada de madeira, longa e estreita e junta-se aos dois – Outros mais estarão presentes pois não foram só os Ainur e elfos que puderam ouvir o chamado. Alguns humanos e até mesmo anões puderam ouvir, alguns com o espírito elevado.

_ Senhora Ireth, você também ouviu o grito. – Lörindir curva-se perante a elfa – Sei da viagem de Meglin. Ele é conhecido na cidade onde me estabeleci nestes últimos tempos.

_ Sim Lörindir, eu e Elberen aguardamos sua vinda após este incidente do grito. Represente nosso povo no Conselho, Lörindir.

_ Descanse por hoje e parta amanhã pela manhã para Valfenda. Prepare-se para momentos de escuridão. – Elberen olha para Lörindir com ar de preocupação.

_ Sim mestre! Vou andar pela cidade, a tarde já avança. Quando a manhã chegar seguirei meu caminho.
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Conversa com Barbárvore

Por Meglin Celebrandir

Entrei na floresta da Fangorn minutos depois de ter ouvido O Grito. A minha esperança é que os Ents pudessem me dar alguma informação sobre Gandalf ou Radagast. Ao me aproximar da borda da floresta senti o vento frio que vinha de seu interior. A luz parecia temer a floresta e não era possível ouvir nenhum som que conseguisse escapar das garras das árvores. A floresta de Fangorn pode ser um lugar aprazível, mas também muito perigoso. Os Ents são muito sensíveis e é melhor você não irritá-los.

Cruzei a fronteira da floresta e me detive. Tentei me concentrar em meus instintos, mas não senti a presença de nenhum perigo. Gritei usando a lenta e longa língua dos Ents:

– Salvem, mestres das florestas! Que suas raízes se aprofundem cada vez mais e que suas folhas não encontrem limites ao tentar chegar aos céus!

Levei muitos minutos para dizer esta frase na língua dos Ents. Aguardei alguns momentos, mas não obtive resposta. Avancei dois passos e repeti o procedimento de parar e falar com as árvores.

– Salvem, mestres das florestas! Que suas raízes se aprofundem cada vez mais e que suas folhas não encontrem limites ao tentar chegar aos céus!

Continuei caminhando, atento a qualquer som ou mudança no ar. Não sentia nada, não via nada, ouvia apenas alguns animais assustados que se afastavam enquanto eu caminhava.

De repente uma voz ecoa pela floresta:

– Alto! Quem és tu, ó espírito de cabelos brancos? Nunca o vi antes por aqui e não tenho notícias de sua presença dentro das florestas com quem converso. O que desejas dentro da eterna floresta de Fangorn?

– Mostre-se! Se posso ser visto, desejo ver aquele que me interroga.

– Tolo! Quem achas que é para me dar ordens, para desejar alguma coisa no território de Fangorn?

– Sou Meglin Celebrandir, já conhecido como Olórëa, já chamado de Sandman! Sou um Maia e vendo da Taberna dos Bardos. Procuro pelo Mago Branco Olórin!

Neste instante ouço um som forte como se o mundo estivesse sendo rasgado. A terra treme sob meus pés e eu tenho dificuldades de me manter de pé. De repente uma garra de galhos e cipós envolve minha cintura. Sou içado do chão e tento alcançar minha espada ou meu martelo, mas não consigo. Sou levado cada vez mais alto em direção ao topo das árvores. Vejo então um rosto velho em um tronco de árvore. Uma árvore com olhos, nariz e boca. É Barbárvore, o líder dos Ents. Ele fala com sua voz cavernosa e sua língua prolixa, lenta e enfadonha

– Olórëa, hein?! Este nome não me é estranho… Citaste também a Taberna dos Bardos do outro lado do Limclaro. Boas pessoas passam por lá… Eu sou Barbárvore, aquele que cuida das árvores da Floresta de Fangorn e de todas as florestas da Terra Média. Mas não me lembro de você quando lutamos juntos contra um ataque Orc. De onde você vem?

– Lutei naquela batalha enquanto Sandman Olórëa. Mas sofri um ataque mortal alguns dias depois e fui obrigado a mudar a forma de meu corpo. Atualmente sou mais conhecido como Meglin Celebrandir. É natural que não me reconheça grande mestre das Grandes Árvores.

– Está certo de que não vem a Fangorn para matar árvores? Está certo de que não possui um machado escondido em algum lugar?

Barbárvore me chacoalhava de um lado para outro procurando por alguma coisa oculta em mim.

– Acalme-se grande Ent! Desta forma não sobrará muita coisa de mim para que possas interrogar! Não busco lenha, não quero machucar ninguém. Apenas preciso encontrar Gandalf, O Branco. O momento é muito delicado e eu não posso perder tempo. Sabes onde ele se encontra?

– Conversar não é perda de tempo Celebrandir. Nós Ents não dizemos nada que não valha a pena ser dito ou que não exija paciência para ouvir. A fala, para vocês, é algo tão simples que não é valorizada. Mas tem idéia de quanto tempo nós, árvores, levamos apenas ouvindo e apreciando a bela língua dos Elfos? Quando finalmente criamos uma linguagem para nós, tentamos fazê-la tão parecida conosco quanto possível. Uma linguagem dura e eterna! Uma linguagem em que nada precise de pressa para ser dito!

– Mas vocês, Ents, vivem milhares de anos! Podem se dar o prazer de passar dias e mais dias conversando. Entretanto mudanças estão acontecendo no mundo e elas são rápidas. Eu preciso encontrar Gandalf ou Radagast! Você sabe onde um deles possa estar? Nenhuma árvore lhe trouxe notícias deles?

Barbárvore me deixou no chão, fechou os olhos e simplesmente disse “Não”.

Neste instante uma enorme águia pousa ao meu lado e me indica onde estão os Magos.
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Mapas

Mapa da Terra Média quadriculado para fácil localização dos eventos do Quenta Muilion (Mapa Completo: 1,48MB)

 

 

Mapa da Terra Média

Mapa da Terra Média

Mapa dos eventos acontecidos no Capítulo II

  • Meglin sai da Taberna dos Bardos: F5 (Vermelho)
  • Meglin conversa com Barbárvore: F5 (Azul)
  • Meglin se econtra com Gandalf e Radagast: G2
  • Meglin, Gandalf e Radagast chegam a Carrocha: G3
  • Valfenda: F3

 

Mapa Terra Média Capítulo II

Mapa Terra Média Capítulo II

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5 Respostas

  1. Pingback: Anexos do Quenta Muilion « A Taberna dos Bardos

  2. edson

    ADOREI ESSA PEQUENA ´SÍTESE DE SEU LIVRO,SABE TODOS ESSES LIVROS DE IDADE-MÉDIA AGORA SÃO INSPIRADOS NA OBRA DE J.R.R.TOLKIN.ADOREI QUERO MAIS VIU,JÁ SOU SEU FÃ POR QUE VC NAO PUBLICA ISSO,SEREI O PRIMEIRO A LER.

    18/06/2011 às 18:07

    • OBRIGADO.MAIS NAO SEI SE PODEREI PUBLICAR ESSE LIVRO AINDA DAREI ALGUNS AJUSTES NELE.

      18/06/2011 às 18:08

  3. C.A.Bordignon

    Plagiador!!!! Avise seu “fã” que J.R.R. Tolkien não escreveu sobre idade média que foi um período da história humana. Ele escreveu inspirado em mitologia fictícia. Vão estudar literatura universal antes de escreverem besteiras.
    I

    19/06/2011 às 14:33

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